Benjamin Biolay

Salve Salvador!

julho 20, 2012

(Publicado hoje, no Conexão Paris.)

O meu primeiro post aqui no Conexão Paris foi sobre o Henri Salvador e hoje, com muita alegria, volto a falar nele. Eu já tinha comentado aqui neste post que o Benjamin Biolay estava preparando um álbum com canções póstumas do cantor. O disco foi lançado no dia 18 do mês passado mas, até essa semana, não tinha tido tempo de ouvi-lo na íntegra e, por isso, não postei nada aqui.

Seguem abaixo algumas das minhas favoritas de Tant de temps, esta surpresa em forma de disco que Henri Salvador nos deixou de presente, mesmo tendo morrido há mais de cinco anos.





Abaixo, um dueto delicioso com Benjamin Biolay.



Henri Salvador é famoso por ter dito, em seu último concerto, a frase "Il faut savoir partir" e, depois de ouvir Tant de temps, penso que ele, mais que ninguém, soube mesmo partir. Ele teria completado 95 anos anteontem, dia 18 de julho.

Bom fim de semana a todos!

* O título deste post foi sugerido pela Liz Mayer, leitora do Sob o céu de Paris.

Benjamin Biolay

Chanson de Lundi

junho 18, 2012

Como hoje é o lançamento do tão (mas tão!) esperado disco póstumo do Henri Salvador, a música desta segunda-feira faz homenagem ao nativo da Guiana Francesa mais simpático que já existiu.

Vocês lembram que eu publiquei aqui a entrevista com o Benjamin Biolay em que ele falou do disco e que parecia uma eternidade esperar até junho para ouvir este álbum tão aguardado? Pois é, o tempo passou rápido.

Acabei de procurar, e ele ainda não está disponível na loja do iTunes e, por isso, enquanto a gente espera saírem algumas músicas no Youtube, publico aqui um trecho de uma música nova que já está circulando e um pequeno teaser pra gente morrer de vontade de ouvir o disco todo.




Aproveito também para lembrar que, quem for a Paris e quiser visitar a tumba do Henri Salvador, é só ir ao Père Lachaise, ele está enterrado bem ao lado da Édith Piaf, como eu já falei aqui neste post.

Henri Salvador

A nova de Henri Salvador

março 29, 2012

Não é segredo para ninguém que eu estou morrendo de ansiedade para o lançamento do disco póstumo de Henri Salvador, que está sendo produzido por ninguém menos que Benjamin Biolay e será lançado no dia 18 de junho deste ano, com o nome de Tant de temps.

E é por isso que eu fiquei super animada quando abri, há poucos minutos, um post falando que já saiu uma prévia do disco e que podemos escutar um pedacinho da música Ça n'a pas d'importance, composição inédita do homem mais simpático já nascido na Guiana Francesa!

Clássicos Franceses

O álbum póstumo de Henri Salvador

março 15, 2012


Vocês se lembram que eu tinha falado sobre um disco póstumo do Henri Salvador? A primeira vez que eu ouvi esta notícia foi da boca do Benjamin Biolay, quando acompanhei uma entrevista com ele em Paris, ano passado.

Só que ele não falou nada sólido sobre o disco e eu, com o meu francês muito precário, não consegui (por constrangimento e por falta de oportunidade) perguntar mais detalhes sobre o disco.

Finalmente a imprensa francesa está falando nele! O Le Figaro divulgou hoje que o disco sairá no dia 18 de junho e, de fato, terá as tais músicas inéditas que o Biolay tinha falado na entrevista.

Eu estou me acabando de ansiedade para ouvir este disco, mas enquanto ele não sai, que tal um cover de Salvador que sempre me faz sorrir? Já falei dele aqui, para quem quiser reler: http://blog.soboceudeparis.com/2011/11/adaptacoes-francesas-da-disney.html

Benjamin Biolay

Entrevista com Benjamin Biolay

novembro 30, 2011

Benjamin Biolay lançou ontem o seu primeiro Best of e, em razão do lançamento, a Fnac promoveu um encontro gratuito com o cantor na sua filial Ternes, em Paris. É com muita frequência que este tipo de encontro acontece na Fnac em toda a França e o truque é checar sempre na página da Fnac francesa a programação cultural.

Eu mesma já tive a sorte de ver o grande animador John Lasseter no verão passado e, devido a esta experiência, sabia que teria que chegar bem antes para conseguir um lugar no evento do Benjamin Biolay.

Saí de casa, portanto, com 3 horas e meia de antecedência e cheguei à Fnac Ternes por volta de 16h. Havia só uma mulher quando eu cheguei sentada já na primeira fileira e eu me juntei a ela, pronta para esperar até as 18h30, quando Benjamin Biolay deveria ocupar a cadeira logo na minha frente e, se eu tivesse sorte, cantar uma das suas canções.

A espera foi mais tranquila do que eu imaginava: esperar em uma livraria é muito mais divertido do que na fila de banco e, portanto, logo me aproveitei do acervo e busquei um volume das aventuras de Astérix para ler enquanto aguardava.

Aos poucos, foi chegando mais gente e a mulher que se sentou do meu lado logo virou melhor amiga da vizinha dela. Ela parecia muito animada e cheia de expectativa. Ao se sentar, se virou para mim e perguntou: Tu penses qu'il va jouer? e eu respondi que não, pela distância do piano e pela ausência de técnicos de som, ele provavelmente não tocaria nada. Achei engraçado ela me tratar por tu, uma vez que ela não me conhecia e eu certamente não tinha dado a liberdade, mas tenho a impressão de que o elo que une os fãs dispensa mesmo a formalidade do vous. Ela tinha todos os discos de Biolay nas mãos e certamente é uma das maiores fãs do compositor.
 
Por volta das 18h20, Benjamin chegou e atravessou o palco na nossa frente a caminho do camarim. A sala, já abarrotada de gente, apladiu e ele acenou e sorriu. Ficou no camarim por alguns minutos, e logo saiu, com uma camisa xadrez, para a entrevista. A moça do meu lado saltava na sua cadeira.

A entrevista não foi muito longa e eu não entendi completamente tudo o que foi dito, mas, mesmo com o meu francês precário, pude notar que Benjamin Biolay estava sendo simpático e bem humorado. O entrevistador já abriu com uma pergunta levemente polêmica, ressaltando o fato de que o lançamento de um Best of não foi exatamente uma escolha de Biolay. Ele respondeu politicamente, dizendo que não, que era mesmo idéia da EMI e que, por questões contratuais, eles poderiam lançar o disco mesmo sem o seu consentimento e, por isso, ele fez questão de se envolver no trabalho e está contente com o resultado.

Depois disso, ele mencionou uma informação muito interessante que eu não tinha a menor idéia. Como vocês já sabem, Biolay começou a carreira em 1999, colaborando com um disco de Keren Ann e o par foi logo convidado por Henri Salvador para fazer parte do seu disco Chambre avec vue, com o qual ele colaborou com mais de uma faixa, incluindo a mais famosa chamada Jardin d'hiver.  Com isso, Benjamin ficou muito próximo de Henri Salvador e, este ano, ele foi convidado a fazer parte de um projeto que visa resgatar músicas inéditas gravadas a capella por Henri Salvador, arranjá-las e lançar um disco no ano que vem. Quis saber o nome do projeto, mas, quando a entrevista foi aberta para perguntas, os espectadores estavam tão cheios de questões para Biolay (incluindo a moça sentada ao meu lado, que foi a primeira a perguntar), que não tive chance.

Depois das perguntas, Biolay, simpático e atencioso, fez dedicatórias para toda uma fila de fãs que se apertaram para chegar perto do cantor. Os seguranças estavam tensos e ficavam dando ordens para todo mundo  e pedindo que respeitássemos a ordem e não demorássemos muito conversando com ele. Quando chegou a minha vez, disse a ele que eu era brasileira e que tinha um blog de música francesa. Ele foi super simpático, quis saber o endereço do blog e de onde eu vinha no Brasil e escreveu Bejos na dedicatória.

Filmes

Adaptações francesas da Disney

novembro 09, 2011

Eu sou da geração que viveu o grande retorno da Disney no fim da década de 80. Minha infância foi recheada de clássicos animados como "A pequena sereia", "A bela e a fera" e o "O Rei Leão". Eu me lembro de assistir "O Corcunda de Notre Dame" no cinema e, já completamente apaixonada por Paris, achar que aquele era o filme mais bonito que eu já tinha visto na vida. E como criança tende a ficar obcecada e assistir o mesmo filme um milhão de vezes, naturalmente eu decorei todas as trilhas sonoras dos meus filmes preferidos.

Logo que eu comecei a pesquisar mais a fundo a música francesa, me ocorreu de pesquisar também as versões francófonas das músicas que eu amava tanto na minha infância. E, como a Disney não faz nada sem muito capricho, logo descobri que, como ocorria no Brasil, as versões francesas também contavam com participações de grandes músicos para cantar nos filmes. O simpático camarão Sebastian, da Pequena Sereia, ganhou a voz de Henri Salvador, por exemplo.

Aliás, Henri Salvador foi um grande colaborador em dois filmes da Disney nessa época. Além de Sebastian, Salvador fez uma versão em francês de "The lion sleeps tonight", para o filme "O Rei Leão".

Ouçam aí embaixo, a versão francesa "Le lion est mort ce soir":



E que tal rever algumas das cenas inesquecíveis cantadas em francês? Aí embaixo estão listadas as minhas favoritas!







E finalmente, queria postar aqui a próxima cena porque, mesmo que eu nunca tivesse gostado muito da música dela, é um momento histórico que deu um salto importantíssimo no mundo da animação.

A cena do jantar, em "A Bela e a Fera" foi a primeira vez na história do cinema em que a animação feita por computadores foi utilizada em um longa metragem.Os executivos mais tradicionais da Disney ficaram apavorados pela idéia na época, mas foram convencidos de que o cenário em 3D, se tratado corretamente, poderia se integrar bem aos personagens de animação tradicional.

Depois do resultado bem sucedido em "A Bela e a Fera", os executivos de cinema ficaram muito mais abertos a investir na computação gráfica e, hoje em dia, como todo mundo sabe, o 3D praticamente domina o mercado de animação.



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