ATENÇÃO: A ganhadora de Belo Horizonte, Natasha Freitas, não poderá ir ao show, por isso, o pessoal da Deezer sorteou mais uma vez e o novo vencedor foi:
Daniel Silva
http://www.deezer.com/profile/439449173
E hoje, além do último dia do ano, é o aniversário da Rita Lee.
A nossa rainha do rock completa hoje 65 anos e, para comemorar, escolhi uma versão que ela gravou com os Mutantes da canção Le premier bonheur du jour, originalmente cantada pela Dona Hardy.
Eu escuto esta música do Chico cantando em francês desde sempre no rádio e nunca lembrei de ir procurar para saber o nome e ouvir com calma. Ontem, graças ao email do Luis, um leitor que me escreveu para pedir uma informação, lembrei de correr atrás.
A música é Ça sert à quoi e é um dueto de Chico Buarque (cantando em Francês) com Didier Sustrac.
Daí isso me lembrou a música Joana Francesa, composição de Chico que tem uma letra parte em francês, parte em português. Linda.
E, com este papo todo de Chico, posto, pela milésima vez, a versão de Elis cantando Noite dos mascarados em francês. Só porque está perto do Carnaval e eu simplesmente não resisto.
A chanson de Lundi de hoje é uma dica preciosa da leitora Denise Fujimoto. Trata-se de uma versão de Couleur Café cantada por Luciana Mello e o cantor Corneille e lançada no último disco de Luciana, em setembro deste ano.
Infelizmente, não achei em lugar nenhum um player com a versão do disco para imbutir aqui no blog, mas vocês podem clicar aqui e ouvir a canção na íntegra.
Ou então ver o vídeo abaixo, com Luciana cantando ao vivo em dueto com o charmoso Jairzinho, responsável pelo belo arranjo. Adorei!
Para quem não se lembra, Couleur Café é um dos primeiros dos grandes sucessos de Serge Gainsbourg:
Publicado no Conexão Paris
Quando eu trabalhava no programa MPBambas do Tárik de Souza, no Canal Brasil, tive a oportunidade de conhecer o compositor Nonato Buzar. Nonato é uma figura simpática, falastrona e é um daqueles casos de artistas brasileiros que fazem mais sucesso no estrangeiro do que aqui.

Em 1968, ele escreveu o hino da pilantragem Nem vem que não tem em parceria com Carlos Imperial. Ao final do trabalho, Nonato decidiu que não queria a música e cedeu todos os direitos para Imperial que, em retribuição, presenteou Buzar com um carro novo.
O que este último não sabia é que Brigitte Bardot, dois anos depois, gravaria uma versão francesa desta canção, que faria sucesso por toda a Europa e, naturalmente, renderia recursos para comprar muito mais do que o carro que Imperial lhe deu de presente na época da parceria.
Buzar ri desta história hoje, até porque, depois que ela gravou a música, ele foi morar na França onde teve a oportunidade de conhecer Bardot e chegou até a tocar violão na sua festa de 40 anos, como vocês podem ver na imagem ao lado.
Escute aí embaixo Tu veux ou tu veux pas, a tal versão francesa de Nem vem que não tem, de Carlos Imperial e Nonato Buzar.
Um pequeno P.S. nesta história: Nonato foi parceiro de Chico Anysio em algumas canções e, durante a edição da sua entrevista, fiquei invocada com a sua aparência, tentando lembrar com quem ele parecia. Depois de saber que seu nome é Raimundo Nonato, me ocorreu que ele parecia era com o professor Raimundo, personagem de Anysio. Tivemos que regravar um pedacinho da sua entrevista e pude perguntar se a semelhança era mera coincidência. Sem dizer nada, ele apenas sorriu.
Vocês lembram que, há um tempo, eu fiz uma entrevista com a Bande Dessinée aqui pro blog?
E então me deu a louca na quarta-feira passada e, graças a uma promoção da TAM que estava vendendo passagens a preço de banana, eu resolvi gastar um dinheiro além do orçamento e ir ver a Berry em São Paulo.
Foi tudo um um impulso só, já tinha sondado preços de passagens aéreas quando soube do show, mas nem considerei, pelo valor fora das minhas condições financeiras este mês. Mas aí apareceu essa promoção e o resultado é que comprei a minha passagem às 3h30 da manhã para viajar às 11h (as vantagens da gente ser freelancer, né?).
Cheguei ao show um pouco atrasada porque tive que pegar o metrô e me atrapalhei um pouco pelas ruas da Vila Mariana, mas não teve problema porque ia ter um show de abertura de um rapaz canadense e perdi umas duas músicas da apresentação dele, ou seja, a Berry ainda estava intacta. O show de Yann Perreau foi muito divertido, era só ele e um piano e, ainda assim, conseguiu animar o pessoal que estava ali, em sua maioria, para ver Berry.
Quando eu cheguei, fiquei um pouco decepcionada quando notei que o palco já estava montado para a apresentação seguinte e não vi nada além de três banquetas e dois microfones - sinal claro de que Berry não tinha vindo com a banda completa. E fiquei pensando que, de repente, eu poderia ter ficado em casa, sem gastar aquela dinherama toda pra ver Berry pelas metades.
Mas aí ela entrou no palco, e eu fiquei feliz de estar lá. Logo de cara, o microfone destinado a ela não funcionou: estava ligado, mas não saía som. Daí vai técnico e volta técnico e o microfone continua não funcionando. E Berry ria, o tempo todo, da situação. E ela continuou rindo, até o fim do show. É daquelas pessoas que claramente estão se divertindo cantando para você.
Eu estava sem caneta e fiquei anotando a playlist no meu celular, mas acabei perdendo tudo no final (por incompetência minha) e então eu vou ter que contar com a memória para lembrar da ordem das músicas.
Ela abriu o show com "Inutile" e logo seguiu para "Mademoiselle". O resto da banda não fez falta nenhuma o show inteiro (com exceção do bis, mas comento daqui a pouco) e Berry, que é a definição do que chamamos de mignon - pequena e magra - impressiona pelo vozeirão que sai daquele corpo.
Daí eu já não me lembro mais da ordem direito. Sei que ela cantou quase todas as músicas do disco (faltou "Automobile", que eu adoro e fiquei até o bis achando que ela ia cantar): "Cheri"; "Plus loin"; "Les heures bleues"; "Le bonheur"; "Enfant de salud" e etc - pensando bem, acho que só faltou mesmo "Automobile".
Cantou também músicas de outras pessoas, como "La ballade du mois de juin", de Benjamin Biolay (e ela fez questão de dizer que era dele a música) e outra que ela apresentou como uma música que ouvia quando era pequena e que achei muito bonita:
A maior surpresa foi um cover excelente de "Comment te dire adieu", que nos dois primeiros acordes já me fez pular da cadeira e assustar a minha vizinha, que não parecia tão interessada no show. A versão ficou linda, e torço para que Berry lance no próximo disco.
Em algum momento, não me lembro qual, Berry foi pra frente do palco, sentou no chão e cantou "Belle comme tout" e encantou a platéia.
O show passou tão rápido que, quando eu vi, ela já estava apresentando o violão e a guitarra que acompanharam. E, quando ela saiu do palco, eu fiquei em pânico, porque ainda não tinha cantado "Capri", que é uma das minhas faixas preferidas do disco de Berry. E eu não tinha muita fé de que a platéia, que era até bem maior do que eu tinha imaginado, iria se esforçar para pedir o bis. Mas ela se esforçou, e Berry voltou e cantou "Capri". Uma versão bem diferente da do disco, e foi quando eu senti falta de uma banda, porque ela cantou uma versão bem mais rápida e rock'n'roll desta balada de Hervé Vilard e uma bateria ali só tinha a acrescentar.
P.S. 1: Pedi fotos para a assessoria de imprensa do Sesc, mas eles ainda não me retornaram.
P.S. 2: Os vídeos deste post são do show de Berry em Santos, porque eu não achei nenhum vídeo do show de São Paulo.
A cantora Berry vem, agora em março, pela primeira vez ao Brasil. Procurar por show e Berry no google não é trabalho fácil, já que a maior parte dos resultados mostram Chuck Berry, Halle Berry e até BlackBerry (!!!). No entanto, depois de muita pesquisa, consegui descobrir onde a cantora francesa se apresentará.
Como foi muito difícil encontrar estas informações e eu quero ajudar alguma outra pobre alma que esteja procurando todos os shows que Berry fará no Brasil, segue abaixo as informações que consegui colher sobre a visita da cantora (clicando nos links, você será levado às páginas onde encontrei as informações). Ela passará por São Paulo, Santos, Recife, Belém e Porto Alegre (e adjacências).
Vez ou outra recebo um email de gente me perguntando se eu conheço um bom site para encontrar letras de músicas francesas e traduções destas letras. Bom, depois que o Paroles.net fechou (lembram?) por loucura da cabeça de alguém que jurava que disponibilizar letras online era infringir algum tipo de lei de direito autoral, fiquei meio que sem saber onde mais pesquisar as letras.
Mas o tempo passa, e a internet, apesar dessa gente mal amada, cresce. E não é que há pouco tempo descobri que o site do Terra é uma ótima ferramenta para se buscar letras de músicas francesas? Claro que coisas muito antigas e menos conhecidas ainda faltam, mas é surpreendente fazer buscas lá. Tem MUITA coisa. E algumas letras tem traduções também. Só é bom ficar atento porque algumas das traduções são geradas pelo Google Translator, então, já viram, né?
Fora isso, tem muita gente generosa que contribui com traduções decentes. É só esquecer a feiura do site e dar uma navegada lá, tenho certeza de que vai ser surpreendente.
Há algum tempo venho acompanhando o trabalho de uma banda brasileira chamada Bande Ciné. Eles são lá do Recife e super simpáticos, além de produzirem um som super legal. Entrei em contato com eles para pedir uma entrevista que vocês podem conferir aqui embaixo. Para conhecer melhor o trabalho desta banda que canta em francês com um sotaque pernambucano, visite o MySpace deles.
Muita gente que frequenta o blog vem aqui porque sabe que o melhor jeito de aprender uma língua é ouvindo música. Eu mesma, ao contrário do ...