Publicado hoje, n'O Globo.
Paris muitas vezes reserva pequenos segredos muito bem guardados que mesmo os parisienses que moram aqui há anos desconhecem. É o caso do pequeno museu dedicado à memória da grande cantora Édith Piaf. O pequeno espaço fica localizado perto de Ménilmontant, na vizinhança onde Piaf passou a sua vida antes de ser conhecida mundialmente.
O museu, que foi um dia um apartamento onde Piaf viveu durante a sua juventude, guarda pequenas pérolas da sua carreira, como fotos, cartazes, objetos pessoais e registros audiovisuais da cantora. Para os amantes da mulher que divulgou a canção francesa ao redor do mundo, é um verdadeiro prazer entrar no espaço e entender um pouco mais sobre a sua intimidade. As visitas são feitas por Bernard Marchois, amigo pessoal da cantora, e só acontecem com hora marcada.
Museu Édith Piaf
5 rue Crespin du Gast
75011, Paris
Aberto de segunda a quarta
Visita somente com hora marcada
Bom, a primavera não chegou ainda, tecnicamente, mas, na prática, Paris hoje acordou esta semana para um dia lindo. Desde ontem, a temperatura atingiu lindos 12 graus. Uma festa!
Para comemorar o fim do longo inverno e do temps de merde (perdoem o meu francês), nada melhor do que ouvir músicas celebrando a deliciosa e tão bem-vinda primavera.
Tem dias que a gente acorda de mau humor e o melhor remédio, na minha opnião, é escutar uma música cheia de boas energias. Quando é assim, gosto de procurar um vídeo com a imagem do próprio artista cantando, para as energias serem transmitidas melhor.
Foi o que eu fiz hoje, quando acordei às 05h50 no pior humor do universo!
Boa semana!
Acordei hoje com essa lindeza na cabeça. Nada mal para começar o dia.
E tem essa versão do BB.
Melody Gardot, a cantora americana mais francesa da atualidade, lançou, em seu último disco, uma versão do clássico La vie en rose, de Édith Piaf.
Gostei da versão, mas acho que gostei mais do vídeo. Entre estas americanas cantando La vie en rose, prefiro a versão que Madeleine Peyroux (outra americana afrancesada) lançou em 1996.
(Publicado hoje, no Conexão Paris).
Se existe um hino que defina a alma da chanson française, o nome dele é, sem dúvida nenhuma, La vie en rose. Composta por Édith Piaf e Louis Guglielmi, e lançada em 1947, a canção logo se transformou em um sucesso mundial, tendo vendido mais de um milhão de cópias somente nos Estados Unidos.
Foi ela que catapultou Piaf ao estrelato mundial, e a versão de Louis Armstrong, lançada em 1950, só ajudou a confirmar que La vie en rose tinha nascido para ser um clássico atemporal.
Selecionei, abaixo, algumas das minhas versões preferidas.
Édith Piaf
Louis Armstrong
Yves Montand
Grace Jones
Trio Esperança
Madeleine Peyroux
Jack Nicholson
Bom fim de semana a todos!
Bom, e já que a primavera está prestes a começar na França para trazer de volta um sorriso no rosto dos franceses, nada mais apropriado que escolher Enfin le Printemps, na voz de Édith Piaf, como música para embalar esta segunda-feira.
Ainda embalada pelo clima de Saint-Valentin, decidi hoje listar aqui algumas das versões mais notórias e interessantes de Hymne à l'amour, também conhecida como If you love me (really love me) ou Hino ao Amor.
A versão original, de Édith Piaf:
A versão em inglês, de Kay Starr, que liderou a listas da Billboard em 1954:
A versão em português da rainha Dalva de Oliveira:
A versão em português da diva Maysa:
E, finalmente, a versão - parte em inglês, parte em francês - do angelical Jeff Buckley.
E que jeito melhor de comemorar o dia dos namorados francês que revendo esta animação linda do Louis Clichy com a trilha de Édith Piaf?
Como os últimos dias foram tempo de repensar no ano que passou, em planos para o futuro, sonhar e desejar, decidi que uma escolha apropriada para a Chanson de Lundi de hoje fosse uma das músicas mais bonitas da chanson française, e que fala exatamente sobre o passado e o futuro, as perdas e ganhos, os arrependimentos e as vitórias.
Sim, estou falando de Non, je ne regrette rien, na voz de Édith Piaf.
E, como depois do filme Um hino ao amor, não consigo mais pensar nesta música sem lembrar da cena forte que fala desta música, posto aqui o trecho para vocês apreciarem a esplendorosa atuação de Marion Cotillard.
Desde que o Google apareceu, me acostumei a fazer perguntas a ele e acho que, em 10 anos, não existiu um dia na minha vida que eu não o consultasse para alguma informação.
Inspirada por uma pergunta que algum curioso fez e chegou no meu blog, decidi criar uma sessão de posts chamada de "Google Pergunta". Funciona assim: sempre que eu vir uma pergunta interessante usada por alguém para chegar ao Sob o céu de Paris, vou tentar respondê-la e postar.
Naturalmente, a pergunta terá obrigatoriamente que estar ligada à cultura francesa e óbvio, já que o meu conhecimento é focado na música, provavelmente responderei mais às perguntas que tem a ver com o assunto.
Sem mais delongas, de cara respondo a pergunta que inspirou esta nova sessão: "Onde fica a tumba de Édith Piaf?"
Esta é fácil. Edith Piaf está enterrada no cemitério parisiense "Père Lachaise". Eu já tinha até comentado isso antes aqui no blog, mas posto novamente a minha foto ao lado de onde Piaf está enterrada.
Um pequeno detalhe que eu achei muito simpático para os apaixonados pela música francesa que querem visitar a tumba de Piaf: ela fica ao lado de onde está enterrado Henri Salvador. Outra dica é pegar o mapa do cemitério na entrada principal. É de graça e você certamente vai precisar dele para encontrar as tumbas que quiser.
E por falar em Piaf, que tal uma musiquinha pra acompanhar o post?
Edith Piaf - A quoi ça sert l'amour ?
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