Pesquisa de opinião 2

março 31, 2011

Eu não sei porque, mas o blogger resolveu apagar os votos da pesquisa de opinião que eu lancei ontem.

Mas, como ontem mesmo já deu para notar que a maioria estava votando em não ter o Jump Break e, nos comentários, a Emily (leitora do blog) colocou um ótimo argumento contra, decidi que não vou reabrir a pesquisa e nem vou colocar o recurso aqui no blog.

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Aproveitando o post, recomendo que vocês assistam ao novo videoclipe do Ben L'Oncle Soul. Infelizmente, não dá para colocar o player aqui no blog, mas quem quiser ver, é só clicar aqui.

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Para quem não acompanha o twitter do Sob o céu de Paris (aliás, tá esperando o que? segue lá!), não viu que eu postei o trailer do "Midnight in Paris", filme novo do Woody Allen com a participação de Carla Bruni.


Pesquisa de opinião

março 30, 2011


Descobri hoje que o Blogger habilitou uma ferramenta chamada "Jump Break".

O que é isso, você me pergunta? Simples: sabe aqueles blogs cujos posts tem sempre um botão de "Read more" ou "Continue lendo"? Pois é, isto é o chamado "Jump Break". Para ilustrar melhor, temos ao lado a imagem com um exemplo.

A parte boa é que o blog fica mais limpo e permite que você veja mais posts na página inicial sem ter que morrer de tanto apertar a barra de rolagem. A parte ruim é que você tem que dar um clique a mais se estiver com vontade de continuar lendo o post.

Como não consegui me decidir, resolvi colocar uma pesquisa de opinião que está na barra lateral direita aqui do blog. Vote e me ajude a decidir!!

Para explicações detalhadas (em inglês), clique aqui.

Chanson de Lundi

Chanson de Lundi

março 28, 2011

Eu sei que já está tarde para a Chanson de Lundi, mas só pude postar agora.

O cantor de destaque da semana é o Dominique A, e a canção é "Les enfants du Pirée", versão de uma música grega que foi feita para a trilha do filme "Nunca aos domingos", dirigido pelo Jules Dassin, pai do nosso querido Joe Dassin.




Esta música foi traduzida em vários idiomas e a versão em inglês, "Never on sunday", ficou famosa na década de 60 na voz das Chordettes.

Música francesa

Twitter: Suivez-moi!

março 26, 2011

Acabo de perceber que o perfil do Sob o céu de Paris no Twitter (é o @soboceudeparis) ultrapassou a marca de 500 seguidores!

Obrigada a todos que seguem, retuítam e indicam o programa, fico muito feliz com o carinho de vocês.

E para terminar este post comemorativo, posto Joe Dassin cantando uma das primeiras músicas francesas que me encantou:

Listas

As 10 melhores músicas francesas de todos os tempos (ou não)

março 24, 2011

Outro dia, uma moça que eu tinha acabado de conhecer, ao saber do Sob o céu de Paris, me perguntou: "Quais são as suas músicas francesas preferidas?". Claro que, na hora, eu congelei, e lembrei imediatamente de Nick Hornby e seu ótimo "Alta Fidelidade". A minha resposta foi um grunhido, seguido de um suspiro que terminou com um sorriso e um sincero "Eu não sei!".

Fiquei invocada com aquela pergunta tão abrangente. Especialmente porque a maioria das pessoas, quando fala em música francesa, pensa logo em Piaf, Gainsbourg e Montand. E eu (e você que acompanha este blog) sei muito bem que música francesa não é um estilo, e sim um universo inteiro de gêneros. Assim como a música brasileira, a americana e a inglesa.

Mesmo assim, fiquei refletindo e resolvi fazer uma lista. Fui correndo pedir ajuda ao meu iTunes para ver as mais tocadas entre as canções francesas e decidi fazer duas listas que agora compatilho com vocês.

A primeira, são de clássicos da chanson: aquelas músicas já imortais feitas pelos grandes e consagrados nomes. A segunda é a safra da nouvelle scène, com os jovens de quem gosto e que vivem aparecendo por aqui. Gostaria de lembrar que, para aqueles que quiserem saber mais sobre esta safra, eu fiz uma lista no fim de 2009 destacando os melhores discos da década, é só clicar aqui pra ver.

Os clássicos:

1. Non, je ne regrette rien - Edith Piaf
2. Douce France - Charles Trenet
3. Le moribond - Jacques Brel*
4. Que reste-t-il de nos amours - Charles Trenet*
5. La Mer - Charles Trenet*
6. Comme d'habitude - Claude François*
7. Quand on n'a que l'amour - Jacques Brel
8. J'ai deux amours - Josephine Baker
9. Avoir un bon copain - Georges Brassens
10. Jolie Mome - Léo Ferré

* Todas estas foram traduzidas para o inglês e tornaram-se grandes sucessos. Na ordem: "Seasons in the sun" (mega hit do pouco conhecido Terry Jacks); "Beyond the sea" (catapultou Bobby Darin ao estrelato junto com "Mack the knife"); "I wish you love" (que já foi cantada por tanta gente, que nem sei qual é a versão mais importante, mas deve ser a do Nat King Cole) e "My way" (hino absoluto de Frank Sinatra).

Obs.: Perdoem-me as três de Charles Trenet, não posso fazer nada se o homem era um gênio.
Obs. 2: Não reparem a ausência de Gainsbourg na lista. É que ele merece uma só pra ele e farei em breve, em comemoração ao seu aniversário).

Nouvelle scène française:

1. Ton héritage - Benjamin Biolay
2. Sympathique - Pink Martini (são americanos, mas essa música é completamente francesa)
3. Fanny Ardant et moi - Vincent Delerm
4. Louise - Thomas Fersen
5. J'suis pas d'ici - Thomas Dutronc
6. Dis-lui oui - Bénabar
7. Bientôt - Coralie Clément
8. Comme des enfants - Coeur de Pirate
9. Soulman - Ben L'Oncle Soul
10. Celle de mes 20 ans - Mélanie Pain

E agora, ouçam as primeiras colocadas das duas categorias:







Veja também

- As músicas francesa mais românticas
- As melhores músicas francesas de 2010
- As melhores músicas francesas de 2011
- As melhores músicas francesas da década
- As melhores coletâneas de música francesa

Berry

O show da Berry

março 22, 2011

E então me deu a louca na quarta-feira passada e, graças a uma promoção da TAM que estava vendendo passagens a preço de banana, eu resolvi gastar um dinheiro além do orçamento e ir ver a Berry em São Paulo.

Foi tudo um um impulso só, já tinha sondado preços de passagens aéreas quando soube do show, mas nem considerei, pelo valor fora das minhas condições financeiras este mês. Mas aí apareceu essa promoção e o resultado é que comprei a minha passagem às 3h30 da manhã para viajar às 11h (as vantagens da gente ser freelancer, né?).

Cheguei ao show um pouco atrasada porque tive que pegar o metrô e me atrapalhei um pouco pelas ruas da Vila Mariana, mas não teve problema porque ia ter um show de abertura de um rapaz canadense e perdi umas duas músicas da apresentação dele, ou seja, a Berry ainda estava intacta. O show de Yann Perreau foi muito divertido, era só ele e um piano e, ainda assim, conseguiu animar o pessoal que estava ali, em sua maioria, para ver Berry.

Quando eu cheguei, fiquei um pouco decepcionada quando notei que o palco já estava montado para a apresentação seguinte e não vi nada além de três banquetas e dois microfones - sinal claro de que Berry não tinha vindo com a banda completa. E fiquei pensando que, de repente, eu poderia ter ficado em casa, sem gastar aquela dinherama toda pra ver Berry pelas metades.

Mas aí ela entrou no palco, e eu fiquei feliz de estar lá. Logo de cara, o microfone destinado a ela não funcionou: estava ligado, mas não saía som. Daí vai técnico e volta técnico e o microfone continua não funcionando. E Berry ria, o tempo todo, da situação. E ela continuou rindo, até o fim do show. É daquelas pessoas que claramente estão se divertindo cantando para você.

Eu estava sem caneta e fiquei anotando a playlist no meu celular, mas acabei perdendo tudo no final (por incompetência minha) e então eu vou ter que contar com a memória para lembrar da ordem das músicas.

Ela abriu o show com "Inutile" e logo seguiu para "Mademoiselle". O resto da banda não fez falta nenhuma o show inteiro (com exceção do bis, mas comento daqui a pouco) e Berry, que é a definição do que chamamos de mignon - pequena e magra - impressiona pelo vozeirão que sai daquele corpo.

Daí eu já não me lembro mais da ordem direito. Sei que ela cantou quase todas as músicas do disco (faltou "Automobile", que eu adoro e fiquei até o bis achando que ela ia cantar): "Cheri"; "Plus loin"; "Les heures bleues"; "Le bonheur"; "Enfant de salud" e etc - pensando bem, acho que só faltou mesmo "Automobile".

Cantou também músicas de outras pessoas, como "La ballade du mois de juin", de Benjamin Biolay (e ela fez questão de dizer que era dele a música) e outra que ela apresentou como uma música que ouvia quando era pequena e que achei muito bonita:




A maior surpresa foi um cover excelente de "Comment te dire adieu", que nos dois primeiros acordes já me fez pular da cadeira e assustar a minha vizinha, que não parecia tão interessada no show. A versão ficou linda, e torço para que Berry lance no próximo disco.



Em algum momento, não me lembro qual, Berry foi pra frente do palco, sentou no chão e cantou "Belle comme tout" e encantou a platéia.




O show passou tão rápido que, quando eu vi, ela já estava apresentando o violão e a guitarra que acompanharam. E, quando ela saiu do palco, eu fiquei em pânico, porque ainda não tinha cantado "Capri", que é uma das minhas faixas preferidas do disco de Berry. E eu não tinha muita fé de que a platéia, que era até bem maior do que eu tinha imaginado, iria se esforçar para pedir o bis. Mas ela se esforçou, e Berry voltou e cantou "Capri". Uma versão bem diferente da do disco, e foi quando eu senti falta de uma banda, porque ela cantou uma versão bem mais rápida e rock'n'roll desta balada de Hervé Vilard e uma bateria ali só tinha a acrescentar.

P.S. 1: Pedi fotos para a assessoria de imprensa do Sesc, mas eles ainda não me retornaram.

P.S. 2: Os vídeos deste post são do show de Berry em Santos, porque eu não achei nenhum vídeo do show de São Paulo.

Nouvelle scène française

Bichon: o novo de Julien Doré

março 21, 2011

Julien Doré lançou hoje seu segundo disco, entitulado com o simpático nome de "Bichon". Eu ainda não ouvi, mas já sei que está causando frisson entre os críticos, especialmente depois que o rapaz lançou o videoclipe de "Kiss me Forever", que é quase tão estranho quanto aquele do Philippe Katerine (o mesmo que ganhou o Les Victoires de la Musique 2011, derrotando o favorito desta que vos fala).


"Kiss me forever" é uma música divertida, mas eu tive que assistir algumas vezes até ouvir, de fato, o que estava tocando. A primeira vez foi só aflição pelo frio que aqueles rapazes devem ter passado.



Chanson de Lundi

Chanson de Lundi

março 21, 2011

Decidi criar a seção "Chanson de Lundi", ou Música de segunda-feira, em bom português, aqui no Sob o céu de Paris.

Eu estou sempre ouvindo música francesa e, inspirada pelo #musicmonday, do Twitter, achei uma boa idéia dividir com vocês o que estou ouvindo para começar bem a semana!

Não se tratarão, necessariamente, de músicas recém descobertas, mas sim do que estou ouvindo naquele momento mesmo, simples assim.

A primeira é a que estou ouvindo agora mesmo, enquanto escrevo este post. É uma versão mega simpática do clássico Le temps de l'amour, imortalizada por Françoise Hardy. A cantora é Andrea Lindsay, moça que provavelmente ainda dará muito o que falar aqui no blog (torcemos pra isso!) e o videoclipe pra versão dela é bem fofo.



Lançamentos

Thomas Fersen no Paraíso (ou quase lá)

março 14, 2011

Thomas Fersen foi um dos primeiros artistas da chamada "nouvelle scène française" que eu conheci. Lembro de ficar encantada especialmente com o disco "Les ronds de carotte", que trazia as ótimas "Louise", "Au Café de la paix", "Bella Ciao", entre outras, e devo admitir que ele foi um dos motivos para eu começar a pesquisar mais profundamente esta nova geração de músicos.

No entanto, com o tempo, fui me decepcionando com Fersen e, desde 2005, a qualidade de seus discos caiu bastante. Seu disco de "Best of" usando bases de ukulêle foi uma decepção absoluta (mesmo eu sendo uma entusiasta do instrumento) e o seguinte, "Trois petits tours", por mais que eu procurasse, não tinha nenhuma música que me cativou.

No entanto, seu último lançamento, o "Je suis au paradis", parece colocar Thomas Fersen de volta àquele clima de cabaré melancólico que sempre fez parte do seu estilo. "Félix" me lembra bem as suas primeiras músicas, "Parfois claire de la lune" é uma delícia de ouvir e "Les loups-garous" fecha bem o disco, que não é exatamente uma obra de arte, mas dá esperança de que Fersen volte a ser o que prometia na década de 90.

Ficamos, então, com a minha preferida de Thomas Fersen:

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